Quinta-feira, 09 de Julho de 2009

Desde menina que me lembro de ler compulsivamente. O meu pai sempre fez questão que o fizesse. Em boa verdade, nunca foi uma obrigação mas sim uma fonte inesgotável de prazer, aprendizagem, conforto, sonhos e viagens.

 

Deixei a literatura juvenil muito cedo e devorei prematuramente as "bibliotecas" do meu pai e do meu avó. Lia qualquer livro que encontrasse à mão. Era presença assídua em todas as bibliotecas da zona. Em determinada altura, lembro-me que me propus ler todos os Prémio Nobel. Li muitos, não todos .

 

Com a morte do meu pai, houve um corte abrupto na leitura. Desfiz-me das centenas de livros que tinha e nestes 11 anos, a literatura passou a ser um calcanhar de Aquiles. A vontade estava lá, mas a disposição mental e emocional não. Todas as tentativas foram frustradas e passados alguns anos desisti de tentar, com a sensação, porém, de me faltar um bocadinho de mim...

 

Foi nos finais de Maio que o "bichinho" das letras me voltou a bater à porta. Já tinha ouvido falar no filme "Crepúsculo" mas raras são as vezes em que me proponho aderir à moda,  tipo "maria vai com as outras". Normalmente espero que o histerismo passe, e depois então pego no filme e/ou série. Manias... :)

 

Já tinha ouvido falar no filme diversas vezes e nos livros outras tantas. A frequência com que me cruzava com alguém com um livro de capa preta, indubitavelmente elegante e bonita, só me fazia lembrar aquela altura em que toda a gente no autocarro carregava o livro da Isabel Allende (salvo erro o Paula) e mais tarde, o raio do Código de Da Vinci. Decorei-lhes as capas e perguntava-me se seriam obras primas que me estavam a passar ao lado. 

 

Muito contrariada, acedi às sugestões e vi o Crepúsculo. Entretanto, uma das amigas que me tinha dito ferverosamente para ver o filme pôs-me logo na mão o "Lua Nova". Lembro-me de ter pensado "oh não... outro que vou levar, desfolhar e devolver sem ler".

 

Bendito dia em que trouxe o livro. Bendito dia em que vi o filme. Não estava a perder nenhuma obra prima de facto mas, reconheço que a personagem do Edward me fez recordar as incontáveis fantásticas sensações que se obtêm da leitura de um livro. Ás vezes, como em tudo na vida, são os pequenos pormenores de um livro que fazem dele especial para quem o lê. Os pequenos pormenores das personagens e da história. Há quem se identifique mais ou menos. E há quem ame, há quem odeie. É justo. Mas ficarei para sempre grata à minha amiga, ao Edward (paz à sua alma... :)) e à Stephanie, que me devolveram um pedacinho de mim que faltava.

 

Sempre quis ter uma lista dos livros que lia e esta pareceu-me uma a altura perfeita para começar uma. Não se vou conseguir deixar todos registados porque, neste mês e meio, já li quase uma dúzia deles mas, prometo que vou tentar.

 

E claro, enquanto me lembrar do Edward, leituras vampirescas irão surgir, até porque sempre gostei de vampiros.Há qualquer coisa de sensual e misterioso neles :).

 

Boas leituras para mim e para vocês!



publicado por ladybug às 01:52
Blog Widget by LinkWithin
mais sobre mim
Julho 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

13
14
15
16
17

20
21
22
23
25

26
29
30
31


Whislist

Confissões ao Luar, Alice Hoffman
333, Pedro Sena-Lino

arquivos
2010

2009

pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO